Investment Guide - Opportunities
 

Reino Unido: Oportunidades para Empresas Portuguesas

Quase todas as empresas com ambições de internacionalização vêem o Reino Unido como um destino estratégico, não só pela dimensão do seu mercado interno, mas também pelas perspectivas de projecção internacional.

Segundo o jornal OJE, na sua edição de 6 de Abril de 2010, e citando dados do UK Trade and Investment, o Reino Unido capta 15% de todo o Investimento Directo Estrangeiro na Europa e 29% de todos os investimentos americanos no continente Europeu.

Apesar da crise ter atingido fortemente o território britânico, este continua a ser um mercado com fortes perspectivas de rentabilidade e notoriedade internacional, razão pela qual o Reino Unido continua a ser o local mais escolhido para sede de mais de metade das empresas europeias.

Relações Comerciais com Portugal

Também as empresas portuguesas olham para o Reino Unido como um destino preferencial e apetecível, hesitando apenas quando confrontadas com a necessidade de investir em acções de marketing e publicidade, imprescindíveis naquele que é o mercado mais concorrencial do Mundo.

Os laços entre Portugal e a Inglaterra têm raízes históricas profundas, remontando à assinatura do tratado de Windsor no sec. XIV, e ao casamento de D. João I com D. Filipa de Lencastre.

A intervenção de D. Filipa foi fulcral no desenvolvimento das relações comerciais entre Portugal e Inglaterra, tendo a rainha incentivado as importações de bacalhau e vestuário do Reino Unido e a exportação de cortiça, sal, vinho e azeite.

Estes laços desenvolveram-se ao longo do tempo e foram posteriormente cimentados com o Tratado de Metheun, em 1703, que deu livre entrada aos lanifícios Ingleses em Portugal e reduziu as tarifas impostas à importação de vinhos portugueses em Inglaterra.

Hoje em dia, as relações comerciais entre Portugal e o Reino Unido continuam fortes. Dados do AICEP indicam que, em 2008, o Reino Unido era o 2º país que mais investia em Portugal, ocupando por sua vez o 6º lugar no ranking do investimento externo português.

Contudo, o interesse dos investidores vai bem mais além da tradição histórica e dos produtos tradicionais, como os têxteis ou o Vinho do Porto. Os pedidos de informação recebidos quase diariamente pela CCLB demonstram que há um crescente interesse das empresas britânicas nas matérias-primas e mercados-nicho como o Turismo de Bem-Estar, enquanto que o Reino Unido atrai empresas portuguesas ligadas, por exemplo, ao sector dos materiais de construção, energias renováveis e das tecnologias.

A mesma opinião foi expressa por Alex Ellis, Embaixador Britânico em Portugal e Presidente Honorário da Câmara de Comércio Luso-Britânica, em entrevista ao jornal OJE, quando questionado sobre quais os sectores de actividade no Reino Unido que mais investimento português atraem. "Temos um leque muito variado", afirma Alex Ellis, " que vai da energia à agricultura, ao turismo ou à tecnologia. Muitos deles estão ligados à investigação universitária porque algumas das melhores universidades do Mundo estão no Reino Unido. E há pessoas que estão a investir no Reino Unido depois de terem estudado lá. Isso acontece muito nas áreas da biotecnologia ou tecnologia informática. Mas a construção também terá sempre muito potencial, não só pela proximidade dos Jogos Olímpicos, mas também por outros projectos. Como vamos construir todas as torres eólicas necessárias para o Reino Unido?"

Na mesma entrevista, Alex Ellis explica ainda que um dos grandes atractivos do Reino Unido para os investidores prende-se com o facto deste ser provavelmente o país Europeu mais aberto ao investimento estrangeiro e um mercado muito competitivo. "Quem acha que pode competir ali compete mesmo em qualquer sector", diz Ellis, "Além disso, é um bom mercado de internacionalização, não só olhando para o Reino Unido em si, mas também (…) sendo usado como trampolim para exportar para outros países."

Oportunidades de Investimento em Londres

Para o Embaixador, o mercado britânico tem sido muito receptivo ao investimento português, particularmente ao sector da alta tecnologia, sector esse ao qual o Governo Britânico tem disponibilizado mais incentivos.

Planos recentes para o desenvolvimento de um centro de empresas tecnológicas em Londres, o TechHub, vem contribuir para reforçar ainda mais a ideia de que este é um sector a ter em conta nos próximos anos.

Nesse sentido, o AICEP Londres, em parceria com o Barclays Bank, e com o apoio de várias entidades, entre as quais a Câmara de Comércio Luso-Britânica, tem agendadas a partir de Junho de 2010 uma série de iniciativas de promoção às empresas tecnológicas Portuguesas, particularmente nos sectores das Energias Renováveis, Aeronáutica e da Sustentabilidade, na sequência de outras realizadas em 2009.

Prova adicional do interesse do mercado nas novas tecnologias e soluções inovadoras foi também a recepção feita aos produtos made in Portugal na edição de 2010 da feira Ecobuild. Este evento, dedicado à construção e ao design sustentável e à qual a CCLB acompanhou 4 empresas portuguesas, é representativo do interesse britânico actual no sector das energias renováveis e soluções verdes (Poderá ler mais sobre este evento aqui).

Londres foi recentemente designada Zona Económica de Baixo Carbono, projecto que vem no seguimento das políticas de diminuição da pegada ecológica do Governo Britânico. Até 2013, espera-se que sejam implementados projectos no montante de 72 milhões de libras para melhorar a eficiência energética dos edifícios londrinos.

Além disso, o mayor de Londres Boris Johnson anunciou que pretende que a cidade se torne a capital europeia dos carros eléctricos, no seguimento de outras iniciativas governamentais que visam incentivar a substituição dos automóveis tradicionais por veículos menos poluentes, e numa tentativa para reduzir as emissões de carbono de Londres em 60% até 2025.

O projecto de recuperação do Thames Gateway, que inclui o local da realização dos Jogos Olímpicos, é o maior do seu género na Europa, e vai implicar consideráveis investimentos públicos e privados. Além disso, outros projectos foram já confirmados, como o CrossRail, a recuperação de Kings Cross e do sistema de esgotos londrino, com valores de investimento na ordem dos 40 mil milhões de libras.

Segundo Mark Davies, Director de Marketing da Think London, a Agência oficial para o Investimento Directo Estrangeiro em Londres, nunca houve melhor altura para se investir na capital Britânica.

Todos estes projectos, a par com diminuição das rendas londrinas em cerca de 50%, em virtude da quebra do sector imobiliário, a depreciação da libra e a disponibilidade de quadros altamente qualificados e ansiosos por novos projectos, fazem com que esta seja a altura ideal para que as empresas portuguesas invistam em terras de Sua Majestade.

» Ver Casos de Sucesso

» Informações Úteis

Fontes:
AICEP
OJE
Think London
UKTI
INESC

Events Calendar

Business Training / Curso

Business Training/Curso Prático de “ Contabilidade” através dos INEDEM com certificação DGERT.

Business Breakfast

Business Breakfast on “Saving Money In Portugal” by Info At Your Door at Amendoeira Golf Resort in Alcantarilha.

Seminário

Pequeno-almoço Debate sobre “Contratos de Distribuição – Indemnização de Clientela” com a Macedo & Associados no Hotel Tiara Porto.

Featured Member
Visit the website
Monthly Financial Report
FinancialMarketReport